SER TERAPEUTA OCUPACIONAL é... "fazer das dificuldades um caminho para a descoberta de novas habilidades."
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Sobre o terapeuta ocupacional
Quais as características necessárias para ser um terapeuta ocupacional?
Para ser um terapeuta ocupacional é necessário que o profissional tenha gosto por ajudar as pessoas, acima de tudo, e que tenha interesse pela psicologia humana. Outras características interessantes são:- responsabilidade
- paciência
- metodologia
- dinamismo
- interesse por psicologia
- facilidade em lidar com as pessoas
- simpatia
- visão humana
Principais atividades
- atender o paciente e conhecê-lo
- realizar sessões de conversa com o paciente e sua família e, dependendo de cada caso, elaborar um projeto de tratamento para o paciente
- começar o tratamento que pode incluir diversas técnicas e métodos, trabalhando junto com a fisioterapia, a fonoaudiologia, a psicologia, etc
- realizar atividades que desenvolvam habilidades do dia-a-dia que podem ser físicas, artísticas, pedagógicas, artesanais, lúdicas, entre outras, podendo envolver pintura, teatro, desenhos, jogos, etc
- realizar consultas constantemente e analisar a eficiência do tratamento, e caso necessário, realizar mudança no projeto inicial
Áreas de atuação e especialidades
A terapia ocupacional pode ser:- preventiva: geralmente para pacientes que possuem alguma doença degenerativa. O profissional trabalha para que as habilidades de realizar tarefas do dia-a-dia sejam preservadas ao máximo
- habilitação: é voltada para pessoas que precisam aprender a realizar as tarefas do dia-a-dia da melhor forma. Geralmente são crianças que já nasceram com algum tipo de limitação, ou que adquiriram durante a infância
- reabilitação: é voltado para pessoas que perderam capacidades ou habilidades por algum tipo de doença, ou por pessoas que não conseguem realizar tarefas satisfatoriamente, como é o caso de pessoas muito estressadas ou hiperativas. Nesse caso, o trabalho é feito para tentar recuperar faculdades, e desenvolve-las ao máximo
- investigação diagnóstica
- reabilitação das funções físicas e mentais do paciente
- estimulação da independência nas atividades da vida diária e prática (AVD e AVP)
- confecção de adaptações
- auxílio do indivíduo na sua função familiar e social
- prevenção da ociosidade e da depressão
- ampliação da qualidade de vida, dentro das possibilidades e limitações do indivíduo
- Acidentes vasculares cerebrais (derrames cerebrais)
- Bebês de alto-risco
- Deficiência mental
- Distúrbios de aprendizagem
- Psicoses ou distúrbios psicóticos
- Paralisia cerebral
- Síndromes genéticas
- Deficiência visual parcial ou total, congênitas ou adquiridas
- Depressões psico-neuróticas
- Traumatismos de medula vertebral
- Queimaduras de membros superiores
- Hanseníase
- Distúrbios reumáticos de membros superiores
- Lesões por esforços repetitivos (L.E.R.)
- Treinamento de próteses de membros superiores
- Lesões de nervos periféricos de membros superiores
- Fraturas de punho, mão e dedos
Retirado de http://www.brasilprofissoes.com.br/profissoes/terapeuta-ocupacional
Informações Úteis
O Mercado de Trabalho
O campo de atuação dos terapeutas ocupacionais está diretamente relacionado à política de saúde, de educação e outros programas sociais, que podem favorecer ou não o mercado para este profissional. As oportunidades serão melhores sempre que forem definidas ações de prevenção e tratamento de deficiências, bem como projetos visando a inclusão social de grupos sociais desfavorecidos.
O mercado de trabalho abrange hospitais, clínicas, centros de reabilitação, unidades básicas de saúde, escolas, presídios, creches, clubes, academias, consultórios e oficinas terapêuticas.
Há muitas vagas no setor público, mais os salários ainda são baixos. Hoje, as áreas que oferecem mais oportunidades são as de saúde mental, saúde do idoso e saúde do trabalhador, além do ensino em cursos superiores.
Até bem pouco tempo atrás, a área de atuação para o terapeuta ocupacional se concentrava nos grandes centros urbanos. Atualmente, a criação de projetos que são gerados e executados nos municípios tem permitido a descentralização das ofertas de trabalho.
Faixa Salarial
O Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional determina um piso salarial de 10 salários mínimos mensais para os profissionais em início de carreira.
O Curso
A duração média é de quatro anos. Entre as disciplinas do currículo estão: anatomia, biologia, farmacologia, enfermagem, psicologia, pediatria, oftalmologia, terapia ocupacional aplicada à educação, à saúde mental e às condições sociais. No último ano, os estudantes estagiam em hospitais ou centros de saúde. A profissão é regulamentada pelo Decreto-lei 938, de 13/10/1969.
Onde estudar
Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
Universidade de Fortaleza
Faculdades Integradas Espírito-Santenses
Universidade Católica de Goiás
Faculdade Santa Terezinha
Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais
Universidade de Uberaba
Universidade Federal de Minas Gerais
Universidade Católica Dom Bosco
Universidade do Estado do Pará
Universidade Federal de Pernambuco
Universidade Tuiuti do Paraná
Escola Superior de Ensino Helena Antipoff
Universidade Castelo Branco
Universidade Potiguar
Faculdades Ipa e Imec
Associação Catarinense de Ensino
Centro Universitário Monte Serrat
Centro Universitário São Camilo
Faculdades Salesianas de Lins
Pontifícia Universidade Católica de Campinas
Universidade de São Paulo
Universidade de Sorocaba
Universidade do Sagrado Coração
Universidade do Vale do Paraíba
Universidade Federal de São Carlos
Universidade de Fortaleza
Faculdades Integradas Espírito-Santenses
Universidade Católica de Goiás
Faculdade Santa Terezinha
Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais
Universidade de Uberaba
Universidade Federal de Minas Gerais
Universidade Católica Dom Bosco
Universidade do Estado do Pará
Universidade Federal de Pernambuco
Universidade Tuiuti do Paraná
Escola Superior de Ensino Helena Antipoff
Universidade Castelo Branco
Universidade Potiguar
Faculdades Ipa e Imec
Associação Catarinense de Ensino
Centro Universitário Monte Serrat
Centro Universitário São Camilo
Faculdades Salesianas de Lins
Pontifícia Universidade Católica de Campinas
Universidade de São Paulo
Universidade de Sorocaba
Universidade do Sagrado Coração
Universidade do Vale do Paraíba
Universidade Federal de São Carlos
Retirado de http://carreiras.empregos.com.br/comunidades/campus/profissoes/terapia_ocupacional.shtm
O que é Terapia Ocupacional - Mariana Fulfaro
"No mundo, a Terapia Ocupacional nasceu na Primeira Guerra Mundial. No Brasil, o primeiro curso foi criado na Faculdade de Medicina da USP, há mais ou menos 50 anos.
Aprendi a dizer que o terapeuta ocupacional é o médico das atividades. Nós reabilitamos as pessoas para as atividades que elas deixaram de fazer devido a algum problema. Esse “problema” pode vir de diversos motivos, como físicos (derrame, amputação, tetraplegia), psiquiátricos (esquizofrenia, depressão), mentais (Síndrome de Down, autismo), geriátricos (Doença de Alzheimer, Doença de Parkinson) e sociais (ex-presidiários, moradores de rua).
Nós avaliamos quais atividades do cotidiano a pessoa não está conseguindo fazer e o porquê disso. Depois a reabilitamos para essa atividade, para que ela possa voltar a fazê-la proporcionando assim melhor qualidade de vida a essa pessoa.
Um exemplo do trabalho do terapeuta ocupacional é com pessoas que sofreram um acidente e ficaram paraplégicas. Num caso desses é o terapeuta ocupacional quem prescreve e faz as adaptações da cadeira de rodas – toda cadeira de rodas tem medidas individuais, pois caso contrário pode machucar o corpo -, quem ensina a pessoa a usá-la e quem faz o fortalecimento dos braços.
Além disso, fazemos a organização e as adaptações do domicílio para facilitar o trânsito dessa pessoa, e as medidas preventivas para impedir o aparecimento de deformidades nos braços fazendo exercícios e confeccionando órteses (aparelhos confeccionados sob medida para posicionar partes do corpo).
Tudo isso é feito para que essa pessoa possa retomar suas atividades e voltar a viver em sociedade, indo à escola, trabalhando, namorando, fazendo compras e fazendo sua higiene sozinha.
(...)
A maioria das pessoas associa minha profissão à ocupação, e tem um pouco a ver, sim. A Terapia Ocupacional sempre trabalha com atividades, somos profissionais especializados em analisá-las e indicá-las, por isso a associação. Porém, o nome da profissão é ingrato, passa a idéia de terapia por qualquer tipo de ocupação, exatamente o que a frase “mente vazia, oficina do diabo” tenta transmitir.
Quando indicamos uma atividade não queremos que a pessoa passe o tempo. Para isso, não é preciso ter ensino superior, fazer especializações e ter um Conselho Federal para regulamentar a profissão. O profissional que ajuda as pessoas a passar o tempo é o recreacionista.
O objetivo da atividade escolhida pelo terapeuta ocupacional serve para reabilitar. Sempre que escolhemos uma atividade levamos em conta várias características singulares do nosso paciente, como idade, preferências, experiências e profissão.
Na semana passada, joguei dominó com uma paciente. Se uma pessoa que não conhece a profissão vê essa cena, logo pensa que estou apenas brincando com ela, como qualquer outra pessoa faria.
Contudo, essa paciente tinha 96 anos, estava internada havia três semanas no hospital devido a uma infecção e tinha demência. Ao jogar com ela, meus objetivos eram estimulá-la cognitivamente – já que longos períodos de internação contribuem para o quadro de confusão mental no idoso – e tentar frear o progresso da demência. O dominó também ajudava a movimentar seus dedos, fortalecendo-os. Assim, quando voltasse para casa, sua mão estaria em perfeito funcionamento e ela poderia comer sozinha.
Com esse exemplo fica fácil entender como um atendimento de Terapia Ocupacional pode ser confundido com recreação."
Essas falas foram retiradas de uma entrevista que Mariana Fulfaro deu à Katherine Kardos, aluna do Colégio Stockler. A entrevista na íntegra pode ser vista no blog da terapeuta ocupacional http://marianaterapeutaocupacional.com/o-que-e-terapia-ocupacional/
Aprendi a dizer que o terapeuta ocupacional é o médico das atividades. Nós reabilitamos as pessoas para as atividades que elas deixaram de fazer devido a algum problema. Esse “problema” pode vir de diversos motivos, como físicos (derrame, amputação, tetraplegia), psiquiátricos (esquizofrenia, depressão), mentais (Síndrome de Down, autismo), geriátricos (Doença de Alzheimer, Doença de Parkinson) e sociais (ex-presidiários, moradores de rua).
Nós avaliamos quais atividades do cotidiano a pessoa não está conseguindo fazer e o porquê disso. Depois a reabilitamos para essa atividade, para que ela possa voltar a fazê-la proporcionando assim melhor qualidade de vida a essa pessoa.
Um exemplo do trabalho do terapeuta ocupacional é com pessoas que sofreram um acidente e ficaram paraplégicas. Num caso desses é o terapeuta ocupacional quem prescreve e faz as adaptações da cadeira de rodas – toda cadeira de rodas tem medidas individuais, pois caso contrário pode machucar o corpo -, quem ensina a pessoa a usá-la e quem faz o fortalecimento dos braços.
Além disso, fazemos a organização e as adaptações do domicílio para facilitar o trânsito dessa pessoa, e as medidas preventivas para impedir o aparecimento de deformidades nos braços fazendo exercícios e confeccionando órteses (aparelhos confeccionados sob medida para posicionar partes do corpo).
Tudo isso é feito para que essa pessoa possa retomar suas atividades e voltar a viver em sociedade, indo à escola, trabalhando, namorando, fazendo compras e fazendo sua higiene sozinha.
(...)
A maioria das pessoas associa minha profissão à ocupação, e tem um pouco a ver, sim. A Terapia Ocupacional sempre trabalha com atividades, somos profissionais especializados em analisá-las e indicá-las, por isso a associação. Porém, o nome da profissão é ingrato, passa a idéia de terapia por qualquer tipo de ocupação, exatamente o que a frase “mente vazia, oficina do diabo” tenta transmitir.
Quando indicamos uma atividade não queremos que a pessoa passe o tempo. Para isso, não é preciso ter ensino superior, fazer especializações e ter um Conselho Federal para regulamentar a profissão. O profissional que ajuda as pessoas a passar o tempo é o recreacionista.
O objetivo da atividade escolhida pelo terapeuta ocupacional serve para reabilitar. Sempre que escolhemos uma atividade levamos em conta várias características singulares do nosso paciente, como idade, preferências, experiências e profissão.
Na semana passada, joguei dominó com uma paciente. Se uma pessoa que não conhece a profissão vê essa cena, logo pensa que estou apenas brincando com ela, como qualquer outra pessoa faria.
Contudo, essa paciente tinha 96 anos, estava internada havia três semanas no hospital devido a uma infecção e tinha demência. Ao jogar com ela, meus objetivos eram estimulá-la cognitivamente – já que longos períodos de internação contribuem para o quadro de confusão mental no idoso – e tentar frear o progresso da demência. O dominó também ajudava a movimentar seus dedos, fortalecendo-os. Assim, quando voltasse para casa, sua mão estaria em perfeito funcionamento e ela poderia comer sozinha.
Com esse exemplo fica fácil entender como um atendimento de Terapia Ocupacional pode ser confundido com recreação."
Essas falas foram retiradas de uma entrevista que Mariana Fulfaro deu à Katherine Kardos, aluna do Colégio Stockler. A entrevista na íntegra pode ser vista no blog da terapeuta ocupacional http://marianaterapeutaocupacional.com/o-que-e-terapia-ocupacional/
A Terapia Ocupacional na Esclerose Múltipla
10/06/2011
Elisa de Góes
No sistema nervoso existem células de uma tonalidade cinzenta, ligadas entre si e ao resto do corpo por axônios, que são fibras nervosas. São através deles que se conduzem os sinais elétricos, pelos quais se dá a comunicação intracelular, ou sinapses. Esses axônios são envoltos por uma substância gorda esbranquiçada, a mielina, que funciona como uma camada protetora e de isolamento e que acelera a transmissão das informações entre o cérebro e o resto do corpo, como um computador central.
Acredita-se que a Esclerose Múltipla (EM) seja uma doença auto-imune, na qual a mielina é atacada pelo sistema imune da própria pessoa. Porém, a causa verdadeira ainda é desconhecida. Numa primeira fase, instalam-se pequenos focos de inflamação; numa fase mais avançada vai começando a desfazer-se. É então que se dá início ao processo de perda de mielina, causando dificuldades na transmissão de informações nervosas.
A partir disto, a evolução da doença é variável de acordo com a gravidade da inflamação e do ritmo em que a mielina se deteriora.
Os sintomas aparecem de acordo com o local dessas perdas de mielina no cérebro, que vão e vêm sem razão aparente, seguidos de períodos de remissão. O sintoma mais aparente é na função motora, com perda da força muscular nos braços e pernas. A dor nos músculos das costas, pernas, braços e face também acompanham a EM.
Fadiga, dificuldades em pensar e em recordar, alterações visuais, alterações de humor e disfunções sexuais completam esse quadro de sintomas da doença. Todos esses sintomas levam o paciente a dificuldades em realizar suas tarefas profissionais e até pessoais, causando muita ansiedade, podendo levá-los à depressão e agressividade. Passam a fugir do convívio social, isolando-se, provavelmente por sentirem-se constrangidos pelo estado de dependência em que vão ficando.
A EM deve ser tratada com medicamentos e tratamentos psicológicos.
A Terapia Ocupacional é indicada para organizar os pensamentos e atividades. Se necessário, serão feitas adaptações em casa e no local de trabalho visando à independência do paciente. Atividades artísticas, expressivas, de coordenação motora e de rotina auxiliam na estruturação do emocional do indivíduo e na segurança em realizá-las próximas a outras pessoas. Essas atividades são sempre realizadas valorizando as capacidades e habilidades de cada paciente e de acordo com o estágio em que se encontra.
Para mais esclarecimentos:
Elisa de Góes
Terapeuta Ocupacional
Crefito 3 – 12.214/TO
Tel: 9744-9747
li.goes_to@ig.com.br
http://www.jeonline.com.br/editorias/saude/index.php?subaction=showfull&id=1307715035&archive=&start_from=&ucat=21
Elisa de Góes
No sistema nervoso existem células de uma tonalidade cinzenta, ligadas entre si e ao resto do corpo por axônios, que são fibras nervosas. São através deles que se conduzem os sinais elétricos, pelos quais se dá a comunicação intracelular, ou sinapses. Esses axônios são envoltos por uma substância gorda esbranquiçada, a mielina, que funciona como uma camada protetora e de isolamento e que acelera a transmissão das informações entre o cérebro e o resto do corpo, como um computador central.
Acredita-se que a Esclerose Múltipla (EM) seja uma doença auto-imune, na qual a mielina é atacada pelo sistema imune da própria pessoa. Porém, a causa verdadeira ainda é desconhecida. Numa primeira fase, instalam-se pequenos focos de inflamação; numa fase mais avançada vai começando a desfazer-se. É então que se dá início ao processo de perda de mielina, causando dificuldades na transmissão de informações nervosas.
A partir disto, a evolução da doença é variável de acordo com a gravidade da inflamação e do ritmo em que a mielina se deteriora.
Os sintomas aparecem de acordo com o local dessas perdas de mielina no cérebro, que vão e vêm sem razão aparente, seguidos de períodos de remissão. O sintoma mais aparente é na função motora, com perda da força muscular nos braços e pernas. A dor nos músculos das costas, pernas, braços e face também acompanham a EM.
Fadiga, dificuldades em pensar e em recordar, alterações visuais, alterações de humor e disfunções sexuais completam esse quadro de sintomas da doença. Todos esses sintomas levam o paciente a dificuldades em realizar suas tarefas profissionais e até pessoais, causando muita ansiedade, podendo levá-los à depressão e agressividade. Passam a fugir do convívio social, isolando-se, provavelmente por sentirem-se constrangidos pelo estado de dependência em que vão ficando.
A EM deve ser tratada com medicamentos e tratamentos psicológicos.
A Terapia Ocupacional é indicada para organizar os pensamentos e atividades. Se necessário, serão feitas adaptações em casa e no local de trabalho visando à independência do paciente. Atividades artísticas, expressivas, de coordenação motora e de rotina auxiliam na estruturação do emocional do indivíduo e na segurança em realizá-las próximas a outras pessoas. Essas atividades são sempre realizadas valorizando as capacidades e habilidades de cada paciente e de acordo com o estágio em que se encontra.
Para mais esclarecimentos:
Elisa de Góes
Terapeuta Ocupacional
Crefito 3 – 12.214/TO
Tel: 9744-9747
li.goes_to@ig.com.br
http://www.jeonline.com.br/editorias/saude/index.php?subaction=showfull&id=1307715035&archive=&start_from=&ucat=21
Pediatria e T.O.
A família com necessidades especiais
A família constitui o primeiro universo de relações sociais da criança e pode proporcionar-lhe um ambiente de crescimento e desenvolvimento, como também, pode impedir um avanço saudável de suas crianças. Em se tratando das crianças com deficiência, as quais requerem atenção e cuidados específicos, o papel da família é fundamental em todo seu processo de desenvolvimento. A influência da família no desenvolvimento de suas crianças se dá, primordialmente, através das relações estabelecidas por meio de uma via fundamental: a comunicação, tanto verbal como não verbal. É a família que apresenta o mundo externo social para a criança e, portanto, o mundo escolar será apresentado à criança via família.O nascimento de uma criança com deficiência na família pode alterar os relacionamentos entre os membros, exigindo dos genitores e de todos os outros membros familiares uma adaptação a esta nova situação. O impacto sentido pela família é muito grande. Alguns autores afirmam que esse momento é traumático, podendo causar uma desestruturação na estabilidade familiar. O momento inicial é sentido como o mais difícil para toda a família e esta tem que buscar a sua reorganização interna, a qual depende de sua estrutura e funcionamento enquanto grupo e, também, de seus membros, individualmente.
A família passa, então, por um longo processo de superação até chegar à aceitação da sua criança com deficiência: choque, negação, raiva, revolta e rejeição, dentre outros sentimentos e reações. A construção de um ambiente familiar mais preparado para incluir essa criança como um membro integrante da família é conseguido aos poucos. Observa-se que quando há apoio mútuo entre o casal, essa tarefa fica mais compartilhada e os genitores conseguem dar um outro significado para a deficiência de seu filho(a), pautado por suas possibilidades. Assim, o ambiente familiar pode contribuir para o desenvolvimento e crescimento da criança com deficiência.
Atualmente, a sociedade vive um momento em que a diversidade é celebrada em todos os níveis, e a família é um dos primeiros grupos sociais em que impera a diversidade, especialmente, no que tange à diversidade de personalidades que a compõe.
Texto de Nara Liana Pereira-Silva, Psicóloga, Mestre e Doutora em Psicologia na área de Desenvolvimento Humano (UnB – Brasília)
Retirado do blog: http://topediatrica.blogspot.com/
CAMPO SOCIAL na Terapia Ocupacional

INCLUSÃO SOCIAL E MULTICULTURALISMO
Celina Camargo Bartalotti
Celina Camargo Bartalotti
Inclusão social tem sido um dos temas mais recorrentes na atualidade. Seja no âmbito do trabalho, da escola, do lazer, discute-se o princípio de que é importante garantir que todas as pessoas possam desfrutar dessa condição tão desejada – a de incluídos. Mas será que se tem clareza do que isso significa realmente? Afinal que princípios norteiam esse objetivo tão nobre?
Falar em inclusão social é, principalmente, falar em sociedade para todos; e “todos” é uma palavra que não admite exceção: “todos” significa TODOS mesmo. Já começamos a entender porque tanto se fala em incluir e porque isso, às vezes, parece muito difícil, senão utópico.
Vivemos em uma sociedade acostumada a classificar as pessoas por etnia [1], credo, origem, condições sócio-econômicas, condições físicas ou psíquicas; mais do que isso, acostumada a atribuir diferentes valores às pessoas enquadradas em cada uma dessas categorias. E valores negativos atribuídos a determinadas categorias geram exclusão social, ou seja, geram movimentos de afastamento, de rejeição, de recusa de oportunidades, de eliminação – excluir nada mais é do que tentar eliminar, senão da vida, pelo menos da convivência. Incluir é, portanto, o contrário disso – é aproximar, é conviver com igualdade de direitos e oportunidades.
E como esse tema se relaciona à questão do multiculturalismo? Segundo o dicionário Michaelis[2], multiculturalismo se define como a prática de acomodar qualquer número de culturas distintas, numa única sociedade, sem preconceito ou discriminação. Paulo Freire, no seu livro “Educação como Prática da Liberdade [3]” afirma que o multiculturalismo não se constitui em uma justaposição de culturas, mas na liberdade conquistada de convívio e respeito a cada cultura, o que só é possível quando diferentes culturas crescem juntas e não em constante tensão. E isso, ressalta Paulo Freire, não é algo natural ou espontâneo, mas fruto de uma ação que implica decisão, vontade política, mobilização, organização de cada grupo cultural com vistas a fins comuns. Assim, falar de multiculturalismo é ir além da constatação de que existem várias culturas convivendo no mesmo espaço ou tempo histórico, mas entender que essa convivência implica em respeito, igualdade de oportunidades, trocas sociais, ou seja, implica em verdadeira inclusão social.
Bem, já definimos inclusão como o movimento de construção da sociedade para todos, e multiculturalismo como a possibilidade de convivência e expressão de diversas culturas em uma sociedade, sem discriminação ou preconceito. Falta pensar nos mecanismos que possam promover essa situação – temos que falar aqui em mecanismos relacionados às políticas públicas e aqueles relacionados à convivência entre as pessoas.
É preciso que sejam desenvolvidas políticas públicas que garantam a efetiva participação social e, ao mesmo tempo, o legítimo direito de viver de acordo com sua cultura em um meio marcado pela diversidade. Cabe ao poder público definir políticas de eliminação de barreiras, sejam elas lingüísticas, religiosas, de costumes, de tal forma que cada cidadão tenha possibilidade de viver plenamente.No que se refere à convivência entre as pessoas, isso já é uma ação mais ligada aos nossos movimentos de aproximação ou afastamento em relação a aqueles que considero diferentes de mim e, por isso, menos valorosos, ou perigosos. Falamos aqui do que se convencionou chamar de barreiras atitudinais, ou seja, aquelas barreiras invisíveis que levantamos entre nós e os outros – essas devem ser derrubadas por cada um em seu dia-a-dia.
[1] Etnia é o conceito utilizado em substituição ao conceito de raça. Entre os homens, raça existe apenas uma, a Humana.
[2] http://michaelis.uol.com.br/
[3] FREIRE, P. Educação como prática da liberdade. 21 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992
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